quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TEXTO DE AUTOAMOR


É noite e eu preciso controlar minha fobia de comer os dedos junto com as unhas. Preciso deixar de lado os filmes do Woody Allen e me concentrar em vida, ou esses livros que em nada se parecem com a minha vida real. Preciso pagar minhas contas. Preciso trocar de biquíni, achar uma puta de uma promoção para aquela saia que tanto quero. Preciso falar umas verdades flagelas praquele cara. Sobre amor e seus derivados, tudo aquilo que não aprendi nas aulas de conjugações. Preciso também, falar sobre essas coisas estranhas que circundam minha cabeça e chamam sonhos. Como me encontraram? Onde me levarão? Preciso me recordar urgentemente dos dias em que as revistas adolescentes eram minha única alegria, somada a panelas de pipocas frescas. Talvez eu realmente tenha mudado realmente desde então. Talvez eu tenha me amado um pouco mais. Fato é que deixei de amar aquele cachorro sem vergonha, mas guardei com todo o carinho suas calças surradas junto com minhas ceroulas do Bananas de Pijamas. Confesso para vocês: são um ótimo e santo remédio para aquelas noites vazias de risadas, ou amor.
Não que eu tenha sido vazia de amor. Muito pelo contrário. Sou especialista em distribuir carinho, sorrisos e abraços, mas é claro- e todos nós sabemos- que nem todos os dias são flores. Alguns resultados não são sempre como gostaríamos, as dívidas parecem maiores que os saldos, e as filas de bancos parecem cada vez maiores. Eu preferiria não falar com pessoas frias, melancólicas e confusas. Mas faz parte. Você aprende e cresce com isso. Principalmente a não ser como elas são, a se olhar bem fundo dentro do peito e ver se você não está se tornando o mesmo. Algum dia chega, e você perceberá que ou você sai de sua zona de conforto, ou você se tornará uma pessoa infeliz. A infelicidade tem a ver com a autoestima, mas muito também com o que você está fazendo da vida. Até rimou, olha que lindo. A infelicidade é uma escolha. As quedas são passos. Mesmo que  doam hoje, amanhã te farão levantar. E você terá que caminhar de novo e de novo, consecutivamente, até encontrar uma razão suficiente o bastante para você parar, ou descobrir que a felicidade está ali mesmo, no caminhar.
Um beijo,

Vanessa Preuss

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

CRÔNICA DE UMA PAQUERA NA CHUVA


Juro que adoro essas voltas até o ônibus. Lá estou eu, bela e sincera, agarrada à meu guarda-chuva ranzinza, pulando em poças, gravetos, sonhos, ideias fixas e recordações. De repente, aparece um garoto ao meu lado, rindo e conversando como se fôssemos velhos amigos.

Tudo bem, ele já estava antes na minha frente. Com outro garoto a tiracolo, também rindo e falando abobrinhas, e o ignorei. Pudera, eu também travara uma luta contra meu cabelo rebelde, ajeitado num bonito coque que agora escorria junto com a chuva. Apertei os cadernos em meu colo e segurei firme o guarda-chuva. Mais tarde eu teria uma boa de uma conversa com meu cabelo.

- Essa chuva está terrível hein- ele ri para mim.

Me viro surpresa para ele. Oi? Que legal isso! Um garoto que nunca vi, falando de um jeito tão bacana comigo, na volta do estacionamento da escola? (Adoro essas coisas).

-Sim!- respondo sorridente.

Olho para seu rosto. Uau! Ele é lindo!

-Eu tenho um problema com esse meu guarda-chuva em dias assim- ele continua a rir. E eu, comecei uma terrível luta interna para não pregar tanto os olhos nele. Nossa, ele é mesmo belo. Tem umas covinhas tão fofas e.. Pare já com isso, Camila!

Passamos debaixo de uma árvore e seu guarda-chuva prende o galho acima de nós. E fecha. E ele ri. Encolhe-se e tenta abrir o guarda-chuva novamente.

-Viu só?

Estou vendo seu sorriso lindo, penso. Como ele ainda consegue rir? Me inclino para lhe oferecer carona, mas ele é rápido e já está abrindo o seu novamente. E rindo.

-Isso já aconteceu hoje cedo. Na verdade, são gravíssimos problemas com esse rapazinho aqui - ele diz.

Eu estou tendo com esse seu sorriso, penso- de novo- para mim. E sorrio de volta. Gostei dele.

-Isso acontece- tento ser solidária. –Também sou uma desastrada com um tempo assim.

Sou desastrada com tudo, na verdade. E estou odiando já estar chegando no meu ônibus.

-Hoje não era um dia apropriado para se ir na escola. Mas, há muita coisa mais importante que se jogar em casa.

Porque tão lindo, senhor? Por quê?

-Faz parte- tento me recompor, colidindo meu sorriso com o dele. –Até gosto de dias assim. Precisamos deles também.

Nossa conversa está ficando balela, mas encaro um milhão de dias assim se puder usufruir dessas covinhas! Ai, JESUS.

-Meu ônibus é esse- trombo nos meus pés. Choro ao invés de falar, pelo menos para mim.

-Prazer ter te conhecido- ele sorri.

Emudeço. – O prazer foi meu. – Não vá embora! Volte, volteeee! Minha deusa se ajoelha a seus pés.

Me encolho para entrar no ônibus, desolada, e ele segue seu caminho. Mas, peraí. Esse ônibus não é meu!

Agarro minha sombrinha de novo e volto à realidade, enquanto ele continua seu caminho. Provavelmente rindo. Meu ônibus está duas vagas adiante. E meu coração estateado no chão. Burra! Vou correr até ele. Isso! Mas.. O que vou dizer?

Meu inconsciente me encara abobado. -Diga a ele que gostou do seu sorriso.

-E depois?- Pergunto atordoada.

-Depois? Deixa rolar.

Ah, eu já disse que adoro dias de chuva? <3
Ótima chuva para vocês,
Beijos,
Vanessa

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

INDO PARA LONDRES: SEGUNDO TRECHO DO LIVRO "A GAROTA DE GREENWICH"


"No sábado de manhã, Thomas e meu pai me levam até o aeroporto. Tudo que eu preciso coube em uma mala, uma bolsa pequena à tiracolo e outra mala de mão, que contêm o tablet que ganhei de Susan no dia anterior.
Estamos indo até meu destino final em solo brasileiro, e ainda não sei como me despedir. E saber que estou a um passo de fazer isso é entediante. Seguro minhas mãos firme no banco enquanto Thomas corre como um louco pelo asfalto, e tento ali, no pequeno espaço de sossego com minha memória, articular algumas boas palavras de despedida.
O que eu poderia dizer? Estou temendo lágrimas e gargantas presas, mas sei que isso é inevitável. Nenhum de nós falou nada desde que saímos de casa. Droga. Faltam apenas alguns minutos para chegarmos, e ainda não sei por que Thomas anda tão depressa. Talvez pense que assim tenhamos mais tempo para se despedir, embora eu saiba que isso não mudará nada para mim. Já me despedi de Amanda, meus poucos vizinhos, e mais alguns que me ligaram desejando boa sorte. Chorei feito uma condenada. Agora, tenho certeza que não vai ser diferente.
Continuo olhando pela janela hesitante, e enquanto procuro me manter distraída, sei que já entrei em colapso quando uma lágrima começa a cair.

-Você está chorando!
Meu pai olha para mim da forma mais idiota possível ao dizer isso, enquanto eu pego as minhas malas que Thomas me alcança do porta-malas.
Tento imaginar o quanto isso é trágico. Tudo o que eu mais desejava agora se resume em lágrimas imbecis.
-Pois é- digo. –Minha hora chegou.

Abraço o tablet contra meu peito como um consolo enquanto Thomas fecha o porta-malas.
-Se não quiser ir – meu pai me lança um olhar ansioso.

Ah, certo. Era o que me faltava.

-Não, pai. Claro que quero- eu rebato imediatamente. – Só detesto despedidas. Sabe como sou.

-Você lembra que deve nos ligar logo que chegar lá, não é mesmo.
-Sim.

-E todos os dias, para saber como você está.

Um sorriso surge inesperadamente no meu lábio. -Claro que sim, pai.
Isso vai ser caro, mas vou ter outras alternativas para me comunicar.

-Vamos- Thomas me acorda como em todas as outras vezes, e acho que é só para que eu dê-me conta que isso não vai mais acontecer de novo tão cedo. Não terei dois soldadinhos de chumbo me monitorando, e isso será muito bom.
 
Mas nem fui embora e já estou com saudades. Engulo o soluço. Merda. Não vou chorar. Finalmente chegamos ao saguão do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, meu último passo em terreno brasileiro. O dia aqui está lindo apesar do frio, e um vento forte cessa assim que damos passagem dentro da porta central. Procuro a passagem em meu bolso enquanto meu pai faz questão de empurrar a mala para mim.

-É, meu voo já vai sair.
Olhamos uns aos outros atônitos sem saber o que dizer. Pela primeira vez, sinto vontade de largar tudo.

-Vou sentir saudades- meu pai me abraça.

-Eu também- engasgo sem jeito.

Ele desgruda de mim com dificuldade, e então olho para Thomas. Acho que vejo uma lágrima querendo escapar de seus olhos, mas não tenho certeza. Nunca o vi chorar. Não pessoalmente.

-Então está- ele me diz.

-É, está- aquilo me faz achar graça, e dou um sorriso grande para ele. - Eu ligo para você também, não se preocupe.
Ele me puxa inesperadamente, me abraça e sussurra no meu cabelo.

-Vou esperar todo dia. Ah, e tem uma coisa que deixei para você dentro da mala.
Encaro-o descrente, até ouvir o primeiro sinal para embarcar. Céus. Está na hora. Meu pai me dá a mala e saio de lá atordoada enquanto escuto a moça do alto falante indicar o voo. Aceno de longe para eles. Estou me distanciando das únicas pessoas que fazem parte da minha vida, e embora seja por uma boa razão, estou em frangalhos.
Aperto a mão firmemente na bolsa e fungo pela milésima vez. É isso, então. Hora de partir. Corro até meu local de embarque segurando meus olhos para não chorar, o que é inevitável."
A aventura está apenas começando..
Gostou?
Você pode adquirir seu exemplar por AQUI, ou ainda entrando em contato comigo pelas redes sociais. Só não deixa de comentar aí embaixo o que achou, ok?
Beijos animados,
Vanessa Preuss
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

TRECHO DO LIVRO: A GAROTA DE GREENWICH


“O sol respinga para dentro do quarto com raios transbordados de cor clara e branca. Puxo o lençol para baixo a fim de levantar, mas quando dou-me conta de que é sábado, fecho os olhos e adormeço mais alguns minutos. Devo ter dormido algumas boas horas, mas o sono parece imenso dentro de mim. Estou cansada intelectualmente. Estou frígida feito um tomate seco. Quando me levanto está fresco, então cubro-me com uma roupa comprida e me arrasto até a cozinha.
Meu pai já se apoderou dos cuidados com a jardinagem, e aproveito que ele não me vê para tomar leite do gargalo e engolir uma fatia com requeijão novo comprado naquela semana. Tomo mais um copo cheio de água, escovo meus dentes com força e volto para arrumar meu quarto. Arranco os lençóis e a fronha do travesseiro para lavar, e embalo meu pouco melhor humor para colocar logo outro. Jogo meus bichos de pelúcia por cima e tiro tudo que há de excesso sobre minha escrivaninha.
[...]Me deito no sofá preguiçosamente, e quando começo a me distrair roendo a unha que lascou na estante, meu telefone toca. Pulo do sofá e atendo no segundo toque. É um número desconhecido.
-Alô?- e coloco o dedo de novo na boca.
-Alô, Roberta?
Meu Deus. Conheço aquela voz. Praticamente grito.
-JACQUES? Como conseguiu meu número?
Oh, Meu Deus. Preciso me dirigir à área para meu pai não ficar aflito com o tom de voz que usei.
-Shhh- ele ri. - Não grite.
Aquele sorriso pelo telefone pode ter um reflexo muito depreciativo em mim. Grudo na parede da área.
-Nada de fazer Shh para mim- retruco. –Por que está me ligando?
E mais: Como conseguiu meu número?
Ele não se altera. Tem a voz muito firme. – Porque te achei divertida, engraçada e linda. E preciso ver se você está bem depois que saiu correndo feito uma louca ontem à noite. Serve?
Eu deveria dizer que sim, pois estou desmaiando de emoção. Ninguém nunca disse isso para mim, e ninguém nunca se preocupou assim comigo. Mas também preciso manter a compostura. E digo:
-Não.
Ele ri de novo. E tem que parar de fazer isso. É muito sensual.
-Como conseguiu meu número?- protesto.
-Isso não é a coisa mais difícil do mundo, Roberta. Se você insiste em não me dar, eu dou um jeito sozinho de conseguir. Por que você fugiu? Por que não me ligou?
Ele estava me bombardeando demais. O que eu ia fazer ligando para ele?
-Não temos nada para conversar, já disse.
-Ah. Temos sim.
O tom ameaçador com que diz isso me inebria. Jacques é lindo, educado e malévolo ao mesmo tempo. Não sei como alguém pode ser normal sendo assim.
-Jacques- tento me controlar, mas está difícil. – Por favor, não faça isso. Realmente que não somos compatíveis. Não percebeu isso ontem?
Nunca fomos.
-Compatíveis?- ele ri como se eu tivesse falado alguma coisa muito absurda. Mordo os dentes de raiva. – Não precisamos ser compatíveis, Roberta. Só quero que aceite conversar comigo, uma vez sem fugir. Eu não vou te morder.
Fico rubra de novo. Jacques me morder? E me lembro que já tivemos essa assunto.
-Já não estamos conversando?- disparo, lembrando-me de nossa primeira vez no refeitório.
-Estamos. Por telefone. E isso não vale. Tem que ser cara a cara. Por que está fugindo?
Não estou fugindo, só vendo a obviedade, grito para mim ao invés de para ele.
-Não quero nada com você, Jacques. Ainda não percebeu?
-Tenho uma surpresa para você.
O quê? – Não quero surpresas. Já disse que não temos nada a ver, e se ainda não entende, não gostei de você!- minto e grito, e essa é a última coisa que digo antes de desligar.
Que merda! Volto para a sala e atiro o telefone com raiva no sofá. Jacques realmente tem o dom de estragar o dia de uma pessoa. Estou furiosa, e rasgo a unha sem pensar. Quando estou me culpando pelo que fiz ela já está sangrando, e corro para o banheiro para limpar minha dor. Passo a chave na porta e aproveito para lavar meu rosto de novo. Não, por favor, repito para mim. Diga que isso não aconteceu.”
 
O que acharam?  Curiosos para mais?
 
Beijos,
Vanessa Preuss

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A GAROTA DE GREENWICH- CONHEÇA MAIS SOBRE MEU LIVRO

Oooiii!! Tudo bem com vocês?

Primeiro: Alguém com uma receita para diminuir ansiedade? Nervoso? Coração a um milhão? Noites mal dormidas olhadas para o teto com um sorriso bobo no rosto? Alguém, alguém?  rs

Meu babyyyy!!!

Muitas das pessoas que me acompanham por aqui devem estar surpresos com minha última novidade. Sim, escrevi um livro. Quem me conhece sabe que eu sempre escrevi textos, crônicas, poemas, fui repórter num jornal, colunista em três, estudei Jornalismo.. ufa. Exatamente todo esse mundo que envolve letras, inspiração e documentos do word abertos. (E que amo!).

O santo para escrever baixou em mim já na infância, desde que eu escrevi a primeira letra, o primeiro poema, ou a cartinha de amor que acabou sendo remetida para o namorado da minha amiga.. Acreditem, é verdade.
Sempre fui sonhadora!!

Eu era apaixonada por escrever, mesmo que fosse para flertar com o coração de quem nunca me enfeitiçou em vida, e nem o fará em morte. Enfimm.. Certo dia criei vergonha na cara e decidi levar a coisa realmente a sério. Mesmo sem saber se uma editora iria publicar? Mesmo. Mesmo sem saber o que as pessoas vão achar? Mesmo. Sabe o que eu acho? A vida é feita de riscos e são eles que dão graça aos nossos dias.

Mas, vamos ao que interessa:

 
COMO TUDO COMEÇOU?

Tudo começou em dezembro do ano passado, 2013, num dia de calor fumegante em que eu estava no final de semana olhando para minha história que eu já escrevia e estava decidida a por um fim, quando eu disse: “Na próxima, vou fazer uma personagem realmente influente. Relevante, dona da própria cabeça e que tem um destino incrível”. Continuei escrevendo a história da época, até que percebi que eu estava apenas enrolando o inevitável: eu realmente precisava de um história nova. Bem na época, li Cinquenta Tons de Cinza, o que acho que me influenciou um pouco. Não: a história não é de sexo explícito, nem carrões, nem se passa em Seattle. Mas a história tem sim uma menina ingênua, que atiça a curiosidade de um galã, que corre atrás dela, mas de uma maneira, digamos.. Diferente. O que mais? Continue lendo.

COMO A PRIMEIRA LINHA COMEÇOU?

Na época, eu já tinha um blog, só que pouco atualizado. Decidi então escrever uma postagem. Feminina, sobre sonhos, decisões, mudanças na vida. Ele não virou postagem nem crônica. Virou um livro, e não parei de escrever até que quatro meses depois, eu estivesse pronta.

SOBRE O QUE O LIVRO FALA?

Lembro-me do maior medo que eu tinha quando terminei meu livro. Como vou publicar? Como chamar a atenção da editora? Acho que esse é um desafio para todo escritor que vai lançar o primeiro livro. Então, antes de dizer que eles precisam a todo custo publicar sua obra e que ela será o próximo best seller(acredite, esse é um péssimo argumento porque você nunca poderá prever isso), você terá que arriscar. Comece com uma história que chame a atenção, que prenda seu público. Tá, e como fazer isso? Resposta: Eu não sei.. rs A única forma de você conseguir escrever bem é treinando, treinando, treinando. Todo dia. Sem parar. A prática pode não levar à perfeição, mas chega perto dela. Leia muito e permaneça nesse esquema até o fim dos seus dias. Comigo foi assim. Escrevi simplesmente muito (muito mesmo! ) antes de pensar em publicar. Meu livro conta a história de Roberta Cartner, uma garota que vê seu mundo virar de cabeça para baixo depois de conhecer Jacques Sulavan. Ela decide fugir de carro e reencontra sua mãe depois de sofrer um acidente, e que lhe dá dicas preciosas para ela reencontrar seu caminho. Depois disso, ela segue para Londres, onde sua avó mora, e é lá que a magia e o encantamento apenas começam a acontecer.

 



COMO FOI CONSEGUIR UMA EDITORA?

Quando eu terminei de escrever meu livro, eu não tinha ideia alguma de como conseguir uma editora. Comecei a procurar e fazer listas delas e se o gênero literário batia com o que eu tinha escrito, e me joguei. Você percebe de cara a diferença entre elas: algumas só aceitam via email, outras impressas, outras somente com registro na Biblioteca Nacional. Para quem não sabe, o registro é muito importante para comprovar e manter a autoria do seu livro, sem que ninguém possa roubá-lo. Isso é difícil de acontecer, mas nunca se sabe, né?

Voltando, como meu livro tem quase trezentas páginas, mandei primeiro para aquelas que aceitavam via email, pedindo delicadamente se aceitava a mesma anexada ao corpo da mesma página. Educação e bom senso é tudo, ainda mais com editoras que não te conhecem e recebem milhares de originais todo o dia! Então, pacientemente como escrevi, esperei. Mandei para umas quatro editoras por email e imprimi uma via caso precisasse começar a mandar para editoras via correio. Usei toda minha cota de folhas da universidade e ainda faltou.. rs Mas no fim, depois de esperar, esperar, esperar (até que não foi tanto assim, um mês e pouco), tudo aconteceu. Recebi duas propostas positivas, analisei a melhor e corri para o abraço!

O QUE SIGNIFICA “GREENWICH”?

Green significa verde, e wich não tem tradução literal.  Mas nesse caso, Greenwich é um bairro de Londres, onde a personagem passa parte da história e amadurece. É lá que fica o Meridiano de Greenwich, que divide o mundo em ocidente e oriente, definindo sua langitude. Uma cidade linda para quem for um dia à Londres. Se forem, visitem!!
Esse é o Parque da cidade, que também aparece no livro! Lindo ou muito lindo?
 
QUAL É A SENSAÇÃO?

Depois que a editora me deu o aval positivo e fechamos, não sei dizer qual foi a sensação que tomou conta de mim. Eu achava que  não poderia ser maior e mais contagiante, e só tinha vontade de sair dando pulinhos por aí. Para mim, ele sairia mais para o final do ano. Francamente, eu esperava só para dezembro. Já preparava minhas bandeirinhas de Natal e mais outras de A Garota de Greenwich para abanar pra lá e pra cá, minha dedicatória, minhas lágrimas, mas tudo veio bem antes! Infartei semana passada quando eles me contaram que meu livro tinha saído, na pré-venda! Acho que a emoção maior foi porque eu jamais esparava para agora, agosto, e pelo tamanho carinho e congratulações que venho recebendo. É boom demais!!!

QUANDO OS LIVROS VEEM?

Como o livro está em pré-venda, demora um pouquinho para vir. É nesse tempo que eles definem a primeira tiragem da edição inicial, diagramam e me mandam o livro para aprovação final. Dias mais que especiais, sabe? Por isso, estou me debruçando sobre outros projetos até eles chegarem, fazendo contatos, e preparando um noite siper especial, lá pelo final de setembro ou início de outubro. Um espera que vale a pena (e dispara meu pobre heart!)


 
COMO ADQUIRÍ-LOS?

Por aqui no site da editora, via PagSeguro, ou diretamente comigo. Depois da pré-venda, ele também estará disponíveis em livrarias de todo o Brasil. Viva!

 VOCÊ VAI FAZER UMA NOITE DE AUTÓGRAFOS?
Siiiimmmm!

Faço até dia, se for preciso.. rs Claro que sim! Acho que um dia tão especial assim para um escritor deve ser comemorado, de uma forma ou de outra. Para minha noite de lançamento, optei por convidar meus amigos mais próximos, vizinhos, colegas de trabalho e familiares, essas pessoinhas especiais que sempre estão aí para o que der e vier! Ah, e colegas de faculdade que conseguirem vir da grande metrópole e a mídia, se o evento lhes parecer de interesse cultural. .;) hehe

 O QUE TE INSPIROU?
Tudo! Eu olhava para o lado e tinha um insight atrás do outro! Também pudera, não pensei em nada além do meu livro nesses meses. Escrever um livro é muito boomm!  :)

Alguém tem mais uma dúvida, curiosidade, ou quer falar comigo? Comentem aqui e me procurem no facebook! Estarei com um sorriso de orelha a orelha para respondê-los!

Um beijo grande e com cheiro de livro,


Vanessa Preuss


terça-feira, 12 de agosto de 2014

COMER, REZAR, AMAR: UM LIVRO PARA VOCÊ RETIRAR PARA SEMPRE DA PRATELEIRA –E LEVAR NA SUA BOLSA

Olá pessoal! Tudo arriba?
Espero que sim, porque eu estou! Além de estar super animada com os últimos detalhes que estamos tendo com meu livro, minha aulas de inglês voltaram, então, let’s go baby, to the world!
Exagerinhos à parte, hoje resolvi escrever sobre minha última inspiração, que atualmente não sai de minha cabeça, braços, olhos e pensamento. Como é difícil parar de ler esse livro, meu Deus!!
 Pudera só: Alguém pode me dizer como não se apaixonar quando um livro fala tudo diretamente para você? Que virou filme? Que traz como protagonista a engraçada e diva Julia Roberts?
Mas vamos começar do princípio: meu caso de amor instantâneo com essa belezura começou no sábado, 09.08, exatamente às 14h35 da tarde. Lá estava eu, toda serelepe andando pelas prateleiras da feira do livro do Tupandi, bisbilhotando capa por capa, cheiro por cheiro e folha por folha, quando dou de cara com esse clássico, essa revolução feminina chamada Comer, rezar, Amar! Desfaleci de paixão!
Aturdida, corri procurar o preço do dito cujo, e qual não foi minha emoção quando vi, na última página do livro o lindo e maravilhoso número 9,90? Não tem explicação! Dez dilminhas?  Minha nossa!
Como conter essa emoção?
Fiquei tão feliz!!
 Não consegui. Na verdade, confesso que me segurei para não sair dando pulinhos de alegria pela feira. Catei ele, debrucei em meus braços como se fosse um bebê e já fui me retirando para pagar. Sabe a versão mais incrível e pocket de bolso, aquele exemplar que acaba se tornando sua bíblia e que você leva para todo lugar? Assim está sendo com “Comer, Rezar, Amar.”
Pensei: amo comer, amo rezar e amo amar, então obviamente, ele foi feito para mim..rs


Siiimmm!

As primeiras páginas me empolgaram logo de início. Mais que isso, me impulsionaram a chorar, gritar, chacoalhar tudo à minha volta e causar uma revolução, tamanha comoção que me causou. É um livro para se ler quando você estiver triste, deprimida, sem-vergonha, alegre, excitada, entusiasmada. Um livro para se derreter, amadurecer, fazer crescer, e principalmente, conhecer a si mesma e perceber que todas aquelas crises de meia idade existem e sempre existirão (até mesmo antes da meia idade.. rs), e que você é definitivamente a única responsável por modificar sua vida e transformá-la em um comédia ou drama constante. A escolha sempre será sua.

E para quem ainda tem alguma dúvida de qual seja a melhor, aqui vai algumas inspirações tiradas do livro. Aliás, considere a opção de também ver o filme e tirar novas ideias grátis e brilhantes:
 



 Você tem de ser muito gentil consigo mesmo quando estiver aprendendo uma coisa nova.”


 “Para chegar ao castelo, você precisa nadar pelo fosso.”




 “Todo mundo fica assim no começo de uma história de amor: quer felicidade demais, prazer demais, até adoecer.”


 “Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.“



 "A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal, ter o coração partido. Quer dizer que a gente tentou alguma coisa."
 
Beijos (muito) entusiasmados,

Vanessa Preuss