sexta-feira, 11 de julho de 2014

O MELHOR TEMPO QUE JÁ PERDI- PARA TODOS AQUELES QUE JÁ PREENCHERAM O ESPAÇO VAZIO DA AGENDA DE ALGUÉM





Foi aquele dia que passei sentada na varanda da minha casa. De chinelos havaianas e um vestido floral inocente, você rindo da minha cara porque eu lhe propunha contarmos junto as estrelas. Você rira porque isso era impossível, e  também fiz o mesmo porque adorava a careta que você fazia quando achava algo engraçado. Eu te achava engraçado. Adorava tudo o que fazia, independente se fosse certo ou não. No fundo, nenhum de nós faz nada certo igual. No fundo, somos todos crianças inocentes à procura de algo que possa preencher os vazios dessas tardes insolentes, o silêncio das noites geladas e das camas vazias. Do boteco abandonado, das cartas deixadas ao meio junto com a garrafa de tequila pela metade. No fundo, todos nós queremos alguém para preencher o espaço em branco na nossa agenda, o fim da tarde de sábado, a pipoca doce do cinema vazio. Pode ser simplesmente para dar uma volta por aí. Pode ser para qualquer coisa, até para fazer companhia e levar seu cachorrinho no pet. Farei carinho nele e ouvirei com todo cuidado você falar de coisas bobas e aleatórias. Sua aula de inglês dificílima, a viagem da infância, o tempo chuvoso que está por vir. Me concentrarei nas suas caretas imperdíveis e gostosas de ver, cruzarei meus braços sobre o peito para te desafiar. Gritarei bem alto:
-Vamos correr na chuva?
Tudo bem se você disser que não. Poderemos querer manter a saúde intacta, deixar para o dia seguinte e fazer apenas uma simples caminhada ao cair da tarde, ou empurrarmos  nossas bicicleta um ao lado do outro. Podemos até apostar uma corrida pelo quarteirão depois daquela prova chatérrima, gritando as mais loucas coisas para o vento com o cabelo entrando pela nossa boca. Faremos isso e depois deitaremos em um bom colchão, rindo e bebendo qualquer bebida barata para comemorar o início das nossas férias. Tudo bem você achar bem.
 

 Não importa. Todo o tempo que já perdi foi o melhor tempo que passei, só pelo simples e bobo fato de estar com você.
 
(Vanessa Preuss)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

SAMBEMOS EU E VOCÊ


 
“Sambemos na cara do destino. Que tal?
Tu pega de lá, eu pego de cá. Damo-nos as mãos, vamos dançando conforme a música toca e o timbre aumenta. Nos aproximamos devagar, que é para deixar aquele clima meio mágico surgir, sabe?
E você vem. E eu fico. Tu samba na minha cara muito melhor que eu. Tu me enebrias, enche meu corpo daquele eletricidade gostosa. Assim como nossa dança, exatamente como tu é. E eu vou me aproximando também, e me entregando também. Afinal, nunca me senti tão vidrado e viciado em alguém, assim, como você.. “
 
 

terça-feira, 8 de julho de 2014

O QUE EU APRENDI TORCENDO PELO BRASIL



Há quase um mês, li no Jornal Primeira Hora, cidade vizinha à minha, uma mensagem maravilhosa sobre ser brasileiro.  Sobre amar a pátria, todas as coisas maravilhosas da qual dispomos simplesmente morando aqui e que muitas vezes não fazemos nem ideia.

Sem querer ser pessimista, mas normalmente só nos lembramos de valorizar e amar nossa pátria quando há copa do mundo e eleições, e ainda assim fazemos o extremo oposto. Xingamos, reclamamos, vamos às ruas, fazemos cartazes depreciativos.
 
Quando queremos, sabemos ser maldosos demais. Tudo bem. Concordo que como em todo lugar no mundo, no Brasil há problemas. Mas problemas esses, que muitas vezes não se resolvem com pancadarias e quebra do patrimônio público. Problemas esses, que não se resolvem quando colocados à exaustão, na boca de uma minoria mal educada. Precisamos começar a pensar diferente, e é por isso que faço questão de compartilhar esse texto aqui.
 
Eu particularmente, nunca vi uma bandeira hasteada em uma casa quando não fosse Copa do Mundo. Nunca vi um filme supervalorizar nosso país como faz, por exemplo, os Estados Unidos. E olhe que ele fica bem atrás de nós em algumas questões políticas, por incrível que pareça.
Ultimamente, andei pensando em tudo que vi nas ruas nesse último mês. É verde e amarelo por onde quer que você ande: postos de gasolina, casas, rostos, pessoas, no mais alto dos prédios. Pessoas felizes. Idolatrando sua pátria. E esse texto que li há poucos dias atrás veio como um chacoalhão em mim. O Brasil tem realmente muitas mais coisas boas do que pensamos. Muitas mais surpresas, dá olé em muitos outros países, e não somente no futebol.
 
Pois bem, vamos ao que interessa. Apesar de todos os problemas, é ou não é um motivo de orgulho ler isso?
 
“Já parou para pensar como nós, brasileiros, adoramos falar mal do Brasil? Tudo bem que muito ainda falta à nossa Nação, mas poderíamos valorizar o que já temos. Eu, particularmente não havia pensado assim, mas, após ler um texto na web, comecei a fazer uma reflexão e percebi que o Brasil não é tão ruim assim…
Infelizmente temos o péssimo hábito de achar que o mundo inteiro presta, menos o Brasil. Nunca pensamos que todo lugar tem algo de bom e de ruim. O problema é que no exterior eles dão mais valor aos pontos positivos e aqui no Brasil exaltamos os negativos.
O Brasil tem muitos diferenciais e é melhor do que outros países em muitas coisas, como por exemplo, nos EUA e na Holanda os resultados das eleições demoram muito para serem contabilizados, e isso coloca em dúvida a credibilidade do processo eleitoral. Nesse último país, existe apenas uma companhia telefônica, e você não tem direito à fazer reclamações, caso faça, poderá ter o seu telefone desconectado.
Em Paris, as pessoas são muito mal educadas, os garçons são grossos e atendem super mal. Qualquer atendente de boteco brasileiro poderia dar uma aula de “como conquistar o cliente".
O Brasil tem milhares de problemas, como todas as nações, mas o nosso país está na frente em muitas coisas e serve de exemplo para várias outras, confira:
 
- O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
- O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
 - O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
 - Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
 - Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
 - Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
- Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
- No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
- O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Esses itens acima não são os únicos, nós brasileiros temos muito mais coisas para nos orgulharmos. É claro, que deixamos a desejar em diversos pontos, mas já está na hora de valorizar o que temos. Eu disse “valorizar”, não significa que devemos tapar os olhos para os pontos negativos, mas que precisamos também reconhecer as diversas coisas boas que possuímos. Existem muitas nações que têm menos do que nós, e são muito mais patriotas e sentem orgulho do países em que vivem.

 O Brasil tem um dos maiores mercados editoriais, publicando mais de 50 mil livros ao ano. Temos também o sistema bancário mais moderno do planeta. Nossas agências de publicidades são as mais premiadas mundialmente, mostrando a criatividade e talento do nosso povo.
Apesar de tudo o que estamos vivendo na política no nosso país, é interessante ver que membros do próprio Congresso condenam seus colegas, isso é difícil de se ver em países considerados civilizados.
Na minha opinião, uma das coisas que mais me faz amar esse país e o nosso povo, é que somos hospitaleiros, somos calorosos, educados e tentamos sempre tratar bem os turistas e qualquer pessoa que deseja conhecer o nosso país. Nos preocupamos muito mais com o próximo do que qualquer outra nação.

O Brasil é o país que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Temos um povo capaz de entender todos os sotaques, e oferecemos todos os climas para contentar toda a gente. Bendita seja a nossa pátria!
E nos orgulhemos de sermos brasileiros!”
Voltando a mim..
Que o verde já era minha cor, eu já sabia. O que eu nunca pensei é como ele poderia combinar tanto com o amarelo.
Vamos, Brasil!...
“Me leve todo os dias, ao tempo que éramos felizes, e não sabíamos.“
Essa é minha foto "Vanessa Davidualizado" hehe

Beijos,
Vanessa Preuss

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O MUNDO REAL VAI ACABAR EM 2015: SERÁ?


Essa noite minha mente pegou pesado comigo.


Acordei assustada, me deparei com uma luz vermelha brilhante bipando na minha frente. Perguntei:



                                       -Alguém ai?
Houve silêncio.

Até a criatura maligna responder:

- HAHAHA!

Calafrios. Paralisia geral.

Iniciei uma série de rezas para a maldição, fechei os olhos, pedi a benção de Deus. Quanto tomei coragem para correr até o interruptor, meu coração batia às pressas. Para minha salvação, ele não veio atrás, não esticou suas mãos longuíneas e compridas até mim e nem me comeu.
                                       Chuta que é macumba!

Não tinha nada ali.

Era o sono, só podia.

Era o dia cansativo, mesmo que sendo domingo, a visita maravilhosa à casa de meus tios, o congestionamento na volta, o frio que desceu inesperadamente. Era todo o cansaço acumulado, a emoção dos últimos dias de futebol (leia-se Copa do Mundo), uma profusão de sentimentos.

Toquei o interruptor rapidamente. O alívio foi infinito, a luz não explodiu, nenhum ser amaldiçoado me pegou. Só então fui me dar conta de que se tratava da televisão sobre a mesa da escrivaninha, serena. Olhei o relógio e eram apenas dez da noite. Eu mal havia pego no sono, lembrei que ainda olhava Fantástico e adormecera pouco tempo antes.

Mas incrivelmente, pareciam horas que eu estava distante dali. Horas mergulhada em outra dimensão, boiando em nuvens de algodão ou contando carneirinhos sorridentes. O sono foi tão profundo que acordar dessa forma me deixou tonta a ponto de fantasiar com a simples luz da TV quase inocente.


                                           Me acalmei!
Me mantive em pé, fui ao banheiro, depois até a cozinha tomar uma água. Meu namorado nem piscava na cama. Voltei, puxei a coberta até o pescoço. Mas não consegui dormir. Do que me lembrei? Ah, sim. Lembrei das conversas, o encontro com os familiares, o almoço de domingo. Também lembrei de um clique sobre uma notícia que falava a respeito da evolução (?) humana. O nome do dito cujo desenvolvedor dessa nova belezura: Palmer Luckey. Idade: 21 anos. Cidade: Califórnia. Peraí, mesma idade que a minha?


                                       Oh, My Good. Sim!
A ideia, no entanto, trabalhada desde os dezoito dentro da garagem dos pais, pouco mais inovadora do que até mesmo Steve Jobs já teve algum dia. A ponto de considerarem-na a grande evolução dos últimos tempos. A ponto de Mark Zuckerberg- o poderoso do facebook- pagar a bagatela de 2 bilhões de dólares para ter parte nisso. A ponto de abrir minha boca.


                                     Oi? Só 21 mesmo? Certeza?
Incrivelmente, a resposta é sim.
Palmer, Luckey ou como desejam chamarem-no, está desenvolvendo o Oculus Rift, grande promessa do futuro da nação. Segundo a revista Pequenas Empresas Grande Negócios, esse será um imenso negócio, que precisei, obviamente, compartilhar. Pelas palavras da mesma:


 “[...]O tal projeto chama-se Oculus Rift, um equipamento parecido com uma máscara de mergulho incrementada. [...]E como funciona a tal “coisa”?  Trata-se de uma mistura de um sistema estereoscópico 3D,  360 graus de visibilidade, som surrounding diretamente conectado aos seus ouvidos, e um software que atinge diretamente seu córtex cerebral.

Você pode estar deitado numa praia, com um Sol escaldante na cabeça. Mas se estiver usando o Oculus, poderá viver uma experiência “real” de estar esquiando no inverno suíço. Você sentirá frio e a sensação de estar encasacado, com o vento a lhe castigar os ossos.

Pensou em Matrix? É muito mais, você pode viver numa comunidade carente num canto qualquer do mundo e viver diariamente em Nova Iorque ou Paris.

O produto está nos seus testes finais e seu lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2015. A Sony já anunciou que vai tentar criar um produto semelhante, e lançou um projeto que chama de Projeto Morpheus[..]”






                                                Esse mesmo!



                                                       E esse é o garoto!


Eu admiro esse garoto. Muito. Admiro a ideia de estar em Paris, Pequim, Londres ou Nova Iorque em um piscar de olhos. Mas, se isso realmente for verdade, o mundo realmente não será mais o mesmo em 2015. Isso me assusta por alguns motivos:

-Não estamos em 1800, nem 1980. Estamos na metade de 2014. Oi, só mais seis meses?
-Já conversamos com as pessoas muito mais virtualmente do que presencialmente. Como será estar onde quisermos estar? E o nosso próprio lugar, como fica?
-As empresas já estão deixando seus pontos físicos para apostarem num espaço e na divulgação da web hoje. Produção, poderemos abrir uma loja em Miami?
-O mundo está ficando cada vez mais automatizado, os romances não existem, todo problema é motivo para jogar tal aparelho fora e comprar um novo. Como a tecnologia está mudando a minha forma de pensar?
-Quando escreveremos novamente uma carta à mão, quando daremos um abraço em alguém, ou conversaremos sem desconectarmos ou tirarmos os olhos da telinha em nossa mão?
-Quanto lixo não estamos gerando diariamente? (Tenho muito medo mesmo dessa resposta).
Esses questionamentos me lembram de um filme que vi recentemente, chamado Wall-e. Todos os humanos foram ao espaço e o planeta Terra desenvolveu um robozinho muito simpático que ficou encarregado de limpar todo o entulho em que a Terra se transformou.

                                                      Me apaixonei!

Se isso acontecerá realmente ou não, estamos aí para ver- e crer.
Detalhe: eu não sou contra ela. Acredito que a tecnologia nos proporcionou muitos avanços, conseguiu diminuir a distância do mundo em que vivemos, permitiu muitas facilidades e conhecimento. (E eu adoraria conhecer tantos lugares em um piscar de olhos).
Porém, por outro lado, se não soubermos escolher entre todas as opções disponíveis a nós- vale ressaltar que não são poucos- tornaremo-nos ansiosos, depressivos, impacientes (se já não o somos). É como já se dizia anteriormente- e essa é uma máxima que nunca falha-: toda moeda tem dois lados. Resta saber escolher e arcar com as consequências que virão dessas boas-ou más- decisões.


Beijos,
Vanessa Preuss

domingo, 6 de julho de 2014

A CULPA É DAS ESTRELAS- E DA NOSSA TERRIVEL SENSIBILIDADE


 
A grande audiência de bilheteria para A Culpa é das Estrelas, do reconhecido escritor John Green, tem a fórmula perfeita para o sucesso: amor adolescente, conflitos, paixão, superação. Eu listaria mais um monte de "ãos", mas prefiro resumir tudo naquilo que ele me ensinou. Mais um para minha lista de melhores. Ela está ficando grande.
 
Lá vão:
 
-Acreditar que tudo é possível;
 
-Valorizar nossa vida-ela realmente é mais boa do que a gente pensa;
 
-Valorizar os pequenos gestos, o amor verdadeiro;
 
-Aprender mais sobre nós mesmos e sobre as pessoas que nos cercam, fazê-las acreditar no seu próprio poder;
 
-Compreender que não somos nada nesse mundo, mas alguém- nem que seja somente nossos amigos e nossos pais- vão lembrar um dia de como fui, e espero profundamente que essa lembrança seja boa;
 
-Não deixar nada para o amanhã- o que você pode fazer hoje necessariamente precisa ser feito hoje. O amanhã é muito incerto;
 
-Chorar faz realmente muito bem- é tipo aquelas lições de moral que você adoraria receber uma vez por mês, sabe?
 
-O.k? 
 
-O.K.
 
 

 
Resultado de olhar o filme no cinema: não reconhecer seu rosto no espelho do banheiro.
 
Beijos e bom domingo,
 
Vanessa Preuss

sábado, 5 de julho de 2014

OFÍCIO


"....É sempre o mesmo ofício.
 
 Eu nunca gostei muito disso, gosto de sentir meus olhos brilhando e a barriga embrulhada. Gosto de sentir o desafio percorrendo minhas veias, o arrepio perfumado passando seus dedos em mim como uma valsa. Eu sempre gostei de quem vai lá e faz. Não importa o quê. Importa aproveitar o tempo, o cheiro bom do cabelo molhado, a menina ou o menino que passa e nos deixa vidrado. Importa viver, e por mais que o melhor lugar seja estar em casa, é o mundo quem precisamos enfrentar."
 
(Vanessa Preuss)



sexta-feira, 4 de julho de 2014

QUANDO A PERFEIÇÃO NÃO BATE À NOSSA PORTA



Criticar é fácil. Você mesmo já fez isso centenas e milhares de vezes. Mesmo sem querer, uma palavra tendenciosa saiu de sua boca sobre aquilo que a atriz ou o ator fez ou deixou de fazer, sobre o que seu vizinho palpitou em relação à decisão da vizinhança, o mecânico, o cabeleireiro, a faxineira, e o motorista do metrô. Escapou. Ninguém é inânime disso. Ninguém é perfeito, eu sei. Nascemos em uma sociedade que até pouco tempo atrás limitava absurdamente nossas escolhas, e era isso ou nada. Depois de anos sendo molestados e julgados por ela, finalmente mudamos. Contudo, isso nãos nos livra de enfrentar um grande dilema:
-Como mudar quem ainda se agarra ao passado? Como tentar mostrar o lado bom de nossas escolhas para ela?

Você ouve críticas. Não é competente para isso, jamais poderá fazer aquilo. Abaixa a crina, sobe o casaco, é melhor recolher a mochila e ir para casa mesmo porque está escuro e frio. Melhor tentar viver como uma pessoa normal, não dar um passo maior que a perna. Mas aí você se pergunta sobre o que seria dar esse passo maior que a perna. Sobre o que seria viver como uma pessoa normal.
 

E agora? De perto, ninguém é normal, já dizia Caetano Veloso. Eu concordo. Se soubéssemos tudo o que as outras pessoas fazem em quatro paredes, talvez nem iríamos nos cumprimentar na rua, os boatos seriam imensos. Mas, e o que seria de nós diante disso? Foda-se. Sim, eu uso o tom da palavra para dizer isso. Quem somos nós para julgar a vida do outro? De perto, absolutamente ninguém de nós é normal. Então, por favor, ignore aquele que diz o que você deve fazer ou não da vida. Ninguém melhor que você para decidir isso.  
Plante suas próprias sementes, regue-as do seu jeito. Plante feijão se achar melhor, plante o que você quiser. Ninguém tem nada a ver com isso, e se você não utiliza de nenhum artifício ou jogada suja, ninguém é dono da razão para condenar o que você escolheu para colorir sua sublime e tão íntima vida. Falarão igual, pode ter certeza. A diferença é como você reagirá para isso.

Meu conselho? Seja feliz do seu jeito, fazendo as coisas exatamente da forma que sempre sonhou. Se você conseguir atingir alguém positivamente com isso, será uma boa forma de dizer que você estava no lugar certo, com as pessoas certas. E isso é tudo que importa.



 
“Nenhum de nós é perfeito. No entanto, se nunca tentarmos fazer nada diferente, nunca saberemos o quão melhor poderíamos ter nos tornado.”

Beijos,
Vanessa Preuss