segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CRÔNICA DE UM AMOR AO ACASO





Aquele era para ser o mês dos maus agouros.
Ou pelo menos parecia ser. Da janela do escritório onde eu trabalhava, via-se crianças correndo e batendo às portas para venderem rifas para o final do ano na escola com a boca suja e lambuzada, a correria das empresas para faturarem seus estoques e milhões de liquidações para a compra do presente de dias dos pais estourados. A maioria dos jovens leitores de smartphones estavam vidrados, usavam roupas rasgadas, ou bem modeladas, ou super coladas. De certo ponto da janela, eu também via a ponta da sanfona de algum campo perdido ao longe, um pouco mais calmo. Onde eu morava, a vida era boa. Sim, já estávamos pouco interessados nas tevês antigas ou no toca-fitas de nossos avôs, porque a vida agora podia ser traduzida pelos chamados tablets e smartphones para todo mundo. Ok, quase todo mundo. Eu nem sabia mexer em um. Na verdade, nem me importava com isso desde que meu velho computador de mesa não me abandonasse. Fora algumas tossidas involuntárias, ele vem resistindo bem.
 
Trabalho na pequena e única empresa de contabilidade da escassa cidadezinha de Lorena, e resisto bravamente ao sonho de voar pelo mundo entocada no jatinho particular de um tio distante. Não posso abandonar minha mãe, e bem na verdade, nem quero. No fundo, ela tem todas as respostas para as desculpas escassas e esfarrapadas que venho dando ao velho André até aqui. Não pretendo parar até que Aurora melhore de alguma forma em sua saúde frágil, e estou com ela em todas as noites de minha vida até aqui. Meu pensamento era de que nada nunca iria mudar. E isso era tudo o que eu dizia quando me perguntavam sobre a palavra sonho, porque para mim ela parecia apenas estúpida e sem sentido.  Até o momento em que vi esse garoto de testa franzida e aconchegada na minha frente de repente. Acho que talvez até o momento que ele abriu o primeiro sorriso e começou a conversar. Tudo bem, na verdade era eu quem havia puxado assunto. Boba que sou. Desde que começamos, devem ter que se passado horas. Devem ter se passado minutos. Pode também ter sido momentos, leves piscarem de olhos. Até agora, não consegui decifrar. Quando ele se virou para ir embora, eu nem soube tentar descrever o que senti. Ele está fugindo? Por que?
 
Acho que nunca amei ninguém. Digo isso porque não sei nem o que é essa palavra sem a ajuda de um dicionário. Mas, por que diabos então meu coração bateu assim? Por que?

Continua.. (e eu adoro esse continua) ;)
 


Kisses,

Vanessa Preuss

ESSA TAL DA FELICIDADE..

O que seria a tal felicidade para você?





Aquele sentimento de estado de espírito calmo e realizado, do jeitinho que costumam falar as epopéias e dicionários?


Eu vos apresento: o meu dicionário! <3
Vou ser franca: eu não sei. E enquanto olho minhas próprias fotos de ontem à tarde encantada, percebo que nesse exato momento não estou assim: de pijamas, divirto-me a escolher palavras para esse post que desejo que seja divertido e inspirador para alguém, enquanto olho encantada para minha nova aquisição de Elizabeth Gilbert, um livro recentérrimo que é Comer, Rezar, Amar- rsrs, e como (de fato) boas bolachinhas de água e sal com gergelim (ótimo aditivo saudável que todos os médicos conscientes deveriam recomendar.. arght). Isso que nem falei da belezura que está meu cabelo. Socorrroooo!

Pois bem. Vou me aprontar antes que minha mãe grite para que eu me levante (se meu namorado não fizer isso antes), e terminar esse post que me deixou tão inspirada. Eu disse que não sabia sobre aquelas especulações, e até o presente momento, ainda concordo com isso (sou dificérrima quando se trata de mudar de opinião, só para constar). :)



Felicidade para mim é se sentir livre, desafiada, conectada com mais força à alguma coisa que não seja a internet... rs E dedicar-se a fazer algo realmente bom. Entende?

Deixe-me ver se eu poderia explicar: É Como algo que você empresta para um vizinho sem fazer cara feia, ou a blusa que dá à sua melhor amiga sem cobrar.. Brincadeirinha!
Falando sério agora, nunca me esqueço quando um amigo de faculdade me disse que depois da formatura, gostaria fazer algo diferente. Eu olhei para ele com alegria e disse:

-Por que não pular de bung-jump?

Iupííi!


Ele riu e disse: -Não, Vanessa. Não desse jeito. Eu gostaria de fazer algo para ajudar as pessoas. Participar de uma ONG, sei lá, fazer algo para os outros.

Sabe o que eu senti?
Paz de espírito!

É exatamente isso! Que tal aquela mão para um desconhecido? Ou um papo com alguém que você nunca viu na vida, mas que muda todo o seu dia? É free, como diria minha querida professora Ruth, mas, sim, vale muito. Vale a pena ajudar, conversar, dividir seu tempo (e porque não sua alma) com os outros? Vale um sorriso, um estado de espírito calmo e realizado (olha!), nem que seja por alguns minutos, nem que seja por uma hora. Vale, e independente do quanto isso vale para cada um, essa é uma das coisas mais importantes na minha vida.


(Como essas fotos..) Sim! Eu sou uma chata quando se trata de tirar fotos, confesso!! Obriguei meu namorado a ser meu fotógrafo ontem, e apesar do ânimo que ele teve para isso, acabou se saindo melhor que o planejado! Quis tirar elas para explicar visualmente o que é a felicidade para mim: verde, natureza, tranquilidade, paz de espírito, olhar ao longe.. Um aditivo (hoje estou cheia deles) para buscar a sua verdadeira razão de ser.
Não à toa que considero aqui um lugar feliz, tranquilo, de pessoas idem: você sempre tem a aprender com algumas delas, e espero profundamente que tenham também a aprender conosco como recíproca. Como já dizia um bom e velho ditado: Seja legal! O mundo é uma cidade (muito) pequena!









Beijos e abençoada semana!

Vanessa Preuss




sexta-feira, 8 de agosto de 2014

5 LIVROS PARA DESEJAR NA ESTANTE – E SE INSPIRAR




Normalmente um livro que você não conhece é desejado primeiramente pela capa, concorda?

Como sou suspeita para falar, e meu primeiro livro sairá no final do ano (muito amor!) eu não saberia afirmar precisamente sobre isso. Sou do boca-a-boca, amo livrarias, e quando vou a uma, perco horas e horas lendo capa, contracapa, prólogo e por aí vai (confesso que até algumas páginas de dentro da história para entrar no clima.. rs) até decidir pelas minha comprinhas. A capa é o pontapé inicial, claro, mas se a história não for boa, sinto muito mas, bye-bye, see you tomorrow (ou nem isso). É fato que o título, a chamada e um bom resumo do enredo conta muito. Se o autor for conhecido, também é meio caminho andado. Com a carreira de escritora que decidi trilhar (uai!) aprendi a dar valor aos leitores que dedicam-se a ler seu livro e fazer um apanhadão geral dele, que é aquela resenha maravilhosa que lemos para nos certificar de que um livro é bom antes de comprá-lo, sabe? Confesso que estou esperando sentir essa sensação (rs) mas já vou palpitando que deve ser maravilhosa, simplesmente porque além de ser do seu próprio baby, outros pontos de vista ajudam bastante você a melhorar o seu. Enfim, a opinião dos outros sempre é válida, desde que agregue alguma coisa.


                       
Tá...Aham.. E agora, será que dá parar de encher linguiça, Vanessa?
Sim, seu desejo é uma ordem! Aqui vai minha wishlist dos próximos meses (para os não íntimos do inglês, lista de sorte, que se tornou minha palavrinha amada). Let’s go!

-A SELEÇÃO, DE KIERA CASS:



Dos últimos livros que ando desejando ardentemente, boa decisão partiu disso que eu mencionei ali em cima. Meu primeiro exemplo é A Seleção, do qual nunca vi resenha (confesso que também não procurei), porém já ouvi falar da autora e a capa do livro me encantou! A sacada dela foi boa: quem de nós (por mais crescidinhas que já estamos) não se encanta por histórias de magia, príncipe e princesas? Ele fala exatamente disso. E apesar de eu ainda não tê-lo lido, já li a versão principiana (do príncipe.. rs), que é um conto pequeno, mas muito legal! Alguma dúvida de que amei? Hehe Estou só terminando de ler meu recente livro para avançar sem dó sobre A Seleção, e todos os outros livros da série.. Uai!

-SE EU FICAR, DE GAYLE FORMAN:
 


Você também não conhecia? Somos duas então! Pra você ver a força de uma resenha, vi sobre esse livro lá no Meninices da Vida, da Camila Rech, e xonei no ato! Além de ter uma capa meiga, o enredo é de arrebatar os corações de colecionadores de livros. Sem dúvida, uma aquisição para não se arrepender.

-MINHA VIDA FORA DE SÉRIE, DE PAULA PIMENTA:
 



E esse é só um exemplo para reforçar como é importante valorizar o que vem daqui. São dois livros dessa série até agora, e Paula ainda tem toda a coleção incrível de Fazendo meu filme, outros livros independentes e em parceria com escritoras como Meg Cabot! Além disso, há também a saga  fabulosa de Thalita Rebouças, de Augusto Cury, o famossérrimo Paulo Coelho.. Também meu amigo Emerson Dantas e seu baby Herói, que deve estar chegando na minha casa em alguns dias e do qual prometo falar depois aqui.. Ueba! Temos tantos livros de qualidade que à medida que eu vou conhecendo mais escritores e livros de brasileiros, mais vou me encantando com a capacidade e influência que eles podem ter sobre nós. Vale a pena, sim, investir em escritores daqui!

- A LISTA DE BRETT, DE LORI NELSON SPIELMAN:
 



Ta aí uma escolha inusitada! Nunca ouvi falar nesse livro, nem no autor, nem nada na verdade, mas aposto (e minha intuição feminina não falha!) que foi um achado daqueles. Me apaixonei pela capa e depois o título me fisgou pelo colarinho. A Lista de Brett, pela minha pesquisa rápida, é uma lista que realmente precisa ser cumprida por Brett depois que sua mãe morre, para que ela tenha direito à herança. Como a lista foi escrita quando ela tinha somente 14 anos, muitas coisas mudaram desde então e ela tem certeza que realizá-las será impossível. Mas é a partir dali, e das cartas que ela vai recebendo que percebe que não, e que na verdade muitas dessas coisas faziam (e ainda fazem) sua felicidade e ela nem lembrava.. Já vou preparar meus lencinhos!

-ORGULHO E PRECONCEITO, DE JANE AUSTEN:

 


Eu amo ler histórias antigas e isso é fato. E nem me perguntem como ainda não li Orgulho e Preconceito, fenômeno nas livrarias de todo o país britânico no tempo do epa!.rs Certo, talvez não fosse na época, mas sua história simples e cativante  ainda hoje é um dos mais famosos e desejados escritos da sua época, feito lá em 1813. São mais de 20 milhões de cópias espalhados pelo mundo contando a história de Charles Bingley, Elizabeth Bennet e uma série de jovens que descobrem a importância do ambiente e do crescimento do caráter e moralidade no desenvolvimento de suas mentes, e posteriormente, o quanto a situação social e riqueza não são necessariamente vantagens no mundo. Vale a pena navegar no tempo para conhecer..

Estou inspiradíssima com eles e prometo dizer tudo o que acho assim que comprar..

Alguém já leu algum? Me conteem!!
 

Um beijo e uma maravilhosa sexta-feira (que não tem motivo para não ser.. ;) )
Vanessa Preuss

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

FEIRA DO LIVRO DE TUPANDI + UM DIA DE CARETAS


 

Essa semana começa a Feira do Livro de Tupandi, e evidentemente eu não poderia deixar de falar dela. Minha cidade querida já está realizando a sétima edição desse movimento incrível que é a leitura, e melhor que poder participar disso, é ver o quanto cresci junto com ela nesses anos.


Além de fazer aniversário no dia do livro (olha que bacana!), sempre me criei nesse mundo de fantasia, tanto que hoje sou apaixonada não só por livros, mas também pela escrita.
Olha como são as coisas: eu tinha dezesseis anos quando ocorreu a primeira Feira do Livro, lá em 2008. Me lembro bem porque participamos de uma palestra que marcou muito a minha vida. Infelizmente eu não lembro o nome do palestrante daquele dia (talvez se eu procurasse nos arquivos da Prefeitura eu encontrasse), mas o que ele nos disse jamais saiu da minha cabeça. Vou reproduzir aqui um texto que escrevi tempos atrás, mas jamais publiquei, e como isso mexeu comigo.

 
“Certa vez, quando eu ainda estava no Ensino Médio, ouvi uma palestra durante a Feira do Livro do nosso município. Infelizmente, não sei dizer o nome daquele célebre palestrante, mas lembro de cor e salteada cada frase. Ele brincou no começo, quebrou a seriedade daquele recente Centro de Eventos lotado, e transbordou meu coração de informações. Eu tinha dezesseis anos na época. Uma criança ainda em mente, que não sabia o que estava fazendo da vida, com a inocência de quem se divertia como podia. Minhas amizades já eram verdadeiras, mas minha ideias um pouco restritas. Pudera,  aquele palestrante desconhecido ainda nos lança uma pergunta:

-O que vocês querem ser da vida?

Tenho a impressão até hoje que me abaixei imperceptivelmente na poltrona naquele momento, temendo que ele fosse escolher alguém para responder. Sendo bem sincera, eu não sabia o que fazer na vida. Já tinha trabalhado até ali cuidando de crianças e fazendo doces, mas não, eu não sabia de nada do que queria da vida. E ele também não chamou ninguém, graças a Deus. Apenas continuou falando, e minha mente processando cada palavra. Ele disse que queria nos ver formados daqui a dez anos, não importasse no que fosse. E pode parecer bobo, mas aquele foi um fardo bastante grande para mim. Tanto, que jamais esqueci. E mesmo não lembrando o nome desse senhor, sinto como se devesse algo à ele. Logo depois de me formar no Ensino Médio, corri para a faculdade, e hoje já se passaram cinco anos desde esse dia. Cinco anos de muitos aprendizados, todos de alguma forma se encaixando com que aquelas palavras que ainda zuniam (e zunem) dentro em mim. O que vou ser? O que vou ser? Me vi diversas vezes perdida, sem saber sequer o que fazer, mas aos poucos as coisas foram se encaixando.
Fui me moldando. No entanto, o tempo em minha cabeça ainda está passando, como se quando eu fechasse os dez anos, eu necessitasse levar meus comprovantes até ele e mostrar o que me tornei, mesmo que não concluísse a faculdade. Em algum momento da minha vida, essa dúvida teria que se encaixar. E mesmo que eu jamais volte a o encontrar, sei que limitei esse prazo para mim. O que eu vou ser daqui a cinco anos? O que eu já sou até aqui?

São perguntas como essas que acalmam minha bile, e em alguns bons momentos, me fazem sorrir. Eu não sei quem é esse homem, e talvez não o venha a reencontrar. Mas eu gostaria, sim, de dizer, que mesmo que talvez essa palestra não tenha surtido efeito algum em outras pessoas, ela mudou a vida daquela menina tímida que se escondeu no banco. Hoje, eu subiria no mesmo banco para dizer que ainda estou na metade do caminho, mas que estou feliz e dando o melhor de mim. No fundo, acho que é isso  que importa. “
Ponto.

 
Falei!
É por essas e outras que sou apaixonada por livros e que faço questão de participar e comprar um exemplar de quem quer que seja na feira da minha cidade. Eu amo essa cidade, e amo saber que ela dá tanto valor quanto eu a um evento maravilhoso como esse, e que transforma vidas. Aos alunos, professores e comunidade em geral (olha lá minha versão jornalista aflorando!) convido a todos a prestigiar e participar dessa maravilhosa festa cultural. Ela pode não mudar nada em sua vida, mas uma simples palavra, seja no papel ou dita, pode alterar o rumo dela para sempre, o que acontece com frequência para mim por um bom livro.

A feira começa a manhã, 07 de agosto, e se estende até o domingo, 9 de agosto. Fernando Tepasse será o patrono deste ano, que terá também Mostra Literária Mário Quintana e Simões Lopes Neto. As palestras? Quinta e sexta, com o patrono e a escritora Monika Pepescu. Além disso, peças teatrais, oficinas de quadrinhos e brinquedos infláveis. O que tá esperando para conferir?
Para encerrar, me alegrei em mostrar meu lado “menos Cult” e mais divertido hoje cedo. Sorriam (a última foto é mais bonitinha para não assustar muito), dediquem mais seu tempo à leitura e sejam sempre muito felizes!


 
 
 


Aliás, vocês também gostam de ler? Quero saber!!

Beijos,

Vanessa Preuss

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CONSUMISMO, ADOLESCÊNCIA E YOGA PELADO: SAY WHAT?


 
De repente eu estou caminhando na rua e vejo duas meninas, idades ótimas para estimular a criatividade brincando com bonecas ou jogos de memória, gritando uma para a outra:

-Não sou mais sua amiga!
                         (A velha história da chantagem emocional).

Eis que a outra também implica:
-Eu quem não sou! O Robson é meu!

Oi? Robson? Paro para ver (e rir). Seria esse o nome do tal namorado da Barbie que elas deveriam ter na mão?
Pois bem, quase isso. Até acordar de meu transe imaginário, percebi que, na verdade, Robson era um raparigo de 12 anos pelo qual ambas se apaixonaram. E uma delas passou como um raio por mim, bufando de raiva para a outra. Depois, olho essas jovens e não sei se posso ficar mais boquiaberta. Pergunto de novo para mim:
 

                                 -Oi? Eu ouvi tudo isso?
 
Tudo bem, sou forçada a me conscientizar que as crianças de 12 anos não são mais as crianças bobas de dez anos atrás (leia-se eu). Na verdade, nem crianças mais são. Sagazes, inteligentes, andam colocando à prova até a mais nerd das mulheres adultas e maduras de trinta anos. Temos, sim, muito que aprender com elas. Mas é inevitável olhá-las e se olhar sem perguntar onde ficaram suas infâncias, e por quais caminhos elas estão andando.
Olhei essas jovens e me pergunto:


-Como assim, sofrendo e brigando tão cedo? Eu tinha dezessete anos, tudo bem. Agora dez, onze? Em que curva perdemos nossa ingenuidade? Deveríamos ainda brincar de boneca, estar aprendendo a andar de bicicleta, rodar na roleta e estudar o porquê do BE-A-BÁ. Mas o mundo evoluiu rápido demais. Nós evoluímos rápido demais. Precisamos tomar decisões que vão além do sapato ou do botón que combina com a cor do uniforme de escola, muito mais do que somente o sabor da calda que queremos sob o sorvete.
Um dia foi assim. Hoje é um mero detalhe.

-Calda, moço?- revira-se os olhos um segundo do celular porque não se pode perder uma postagem sequer de um amigo. – Ah, tanto faz.
 
Muito na vida é tanto faz. Afinal, há outros milhares de motivos mais importantes que isso. A correria da vida, o livre árbitro de se fazer o que quer oferece tantas oportunidades que fica difícil tomar uma decisão. Você de repente já é adulto e precisa decidir antes dos 18, ao mesmo tempo em que precisa atualizar sua página do facebook, pinterest , instagram e seguir seu ator- gato- preferido no twitter. Precisa conferir as tendências de moda e dar uma passadinha na sua loja de cosméticos amada. Afinal, seu perfume está terminando. E você precisa ver outro sapato porque a tira do seu não combina com a cor do suéter. Bóton? Isso é coisa já antiga. O negócio agora é beijar na boca. Ou melhor, namorar pelado. Opa, já ouviu a última? Fazer yoga pelado, na verdade. E cada vez mais cedo. É tanta informação que acho às vezes que até eu preciso me atualizar.
 
                              Peraí que eu preciso rir um pouco..

Mas eu vou seguindo. Aos trancos e barrancos, saltitante, feliz da vida e de salto (porque salto é alto e necessário). Afinal de contas, ele deixa nossas costas mais eretas e nossa postura mais elegante, o que também nos dá alguns bons centímetros com aquele gato que queremos tanto conhecer, fora que combina com a bolsa turquesa com rosa que você comprou baratéssima em uma promoção na semana passada e.. Ah, deixa pra lá. Me entupi de informação e ainda estou estupefata com essas crianças.. Acho que você me entendeu.





Beijocas,

Vanessa Preuss











 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

UM NOVO RECOMEÇO: MINHA VIDA UM ANO DEPOIS



Algumas pessoas não acreditam que dá para viver duas vidas em uma. Eu acredito. Vivi uma e ganhei outra um ano atrás, e tenho somente 21 anos. Morri e nasci de novo, da melhor e mais incrível forma possível. Troquei de sapatos nos pés. Troquei de blusa, de calça e de alma. A menina que já é mulher ainda tem os mesmos costumes e continua lá, mas está mais fortificada. Mudada, é sonhadora e madura, mas ainda tem uma criança dentro de si. Tem medo, sente frio, mas aprendeu a ver a vida com outros olhos. E como não o fazer com um lugar lindo como esse?
 
Fiz uma sessão de fotos num lugar inspirador, exatamente um ano depois de minha “segunda chance”. Esse sítio fica em Montenegro, RS, e já foi considerado o melhor refúgio pela minha deusa interior quando a mesma decidir tomar um cochilo. Lindo e calmo, traz uma paz de espírito que não dá para não notar. Vem junto?


 
"Eu acredito que sonhos podem se realizar."
 
 
"Também acredito que anjos podem voar, e flores nascer nos lugares mais imprevisíveis e diferentes. Acredito que pessoas possam mudar. Melhorar, e também deixar a vida das outras pessoas melhores."
 
 
"Acredito em conto de fadas como uma menina de cinco anos. Acredito em felicidade, trabalho, dedicação, e que tudo conspira ao nosso favor quando fazemos o que amamos."
 
 
"Quer sonhar? Sonhe. Quer mudar? Mude. Quer fazer? Faça acontecer."


 
"E não deixe nada para depois. O hoje é muito valioso para deixar para trás."


Uma maravilhosa semana a todos,
 
Vanessa Preuss